09 de julho de 2026 · Equipe Jefacil
Código de barras: como conseguir o EAN dos seus produtos
Quando você precisa de código de barras próprio, como funciona o GS1, quanto custa, o que fazer com produto sem código e por que marketplace exige GTIN.
Código de barras parece um detalhe até você tentar cadastrar produto em marketplace, acelerar o caixa ou colocar mercadoria numa rede grande. Aí ele vira requisito.
E a primeira coisa a entender é que existem dois tipos diferentes de código, com regras opostas.
Produto que você revende: o código já existe
Se você compra para revender, o fabricante já colocou um código na embalagem. Esse é o GTIN — o número que aparece embaixo das barras, normalmente com 13 dígitos no formato EAN-13.
Você não cria, não compra e não muda: cadastra.
Esse é o caso da esmagadora maioria do varejo. E é aqui que mora o problema mais comum: produto cadastrado sem o GTIN preenchido não bipa, e o operador digita. Veja balança e código de barras no PDV.
Três formas de preencher sem digitar 13 dígitos:
- Importando o XML da nota do fornecedor — o código vem junto de cada item. Veja importar XML de NF-e.
- Pela câmera do celular, apontando para a embalagem.
- Bipando com o próprio leitor, com o cursor no campo do cadastro.
Produto que você fabrica ou marca: aí você precisa de código próprio
Se você produz, embala com a sua marca ou importa sem código, precisa de um GTIN seu. E ele não se inventa — é licenciado.
No Brasil, a organização responsável é a GS1 Brasil, que administra o padrão global. O processo, em linhas gerais:
- A empresa se associa à GS1 e recebe um prefixo próprio.
- Com esse prefixo, você gera os códigos dos seus produtos.
- Cada variação vira um GTIN diferente — sabor, tamanho, cor, gramatura.
O custo é uma anuidade, escalonada conforme o porte da empresa e a quantidade de códigos que você precisa. Existem faixas menores para quem tem poucos produtos, o que mudou bastante a viabilidade para pequeno fabricante nos últimos anos. Consulte os valores atuais direto na GS1, porque a tabela muda.
Cada variação é um código. O erro clássico do pequeno fabricante é usar um único GTIN para os três sabores. Marketplace rejeita, e a rede varejista devolve a mercadoria.
Não invente código
Vale dizer com todas as letras: pegar um número aleatório de 13 dígitos e imprimir barras é criar um código que pode pertencer a outra empresa em algum lugar do mundo.
Na sua loja funciona. No dia em que o produto entra num marketplace ou numa rede, o conflito aparece — e o custo de reembalar tudo é muito maior que a anuidade.
Produto sem código: o que fazer
Nem tudo precisa de GTIN. Casos legítimos de código interno:
Item pesável. Fatiado, hortifruti, açougue. A etiqueta sai da própria balança e carrega o peso ou o valor dentro do código. Não é um GTIN de fábrica — é um código interno de loja. Veja sistema para açougue.
Item a granel ou fracionado. Você vende parte de uma embalagem maior.
Produto artesanal vendido só na sua loja. Enquanto ele não sai do seu balcão, um SKU interno com etiqueta impressa por você resolve.
O padrão do setor é reservar códigos iniciados em 2 para uso interno, justamente porque essa faixa não é atribuída a produtos de circulação global.
SKU e GTIN não são a mesma coisa
Confusão frequente, e vale fixar:
| SKU | GTIN / EAN | |
|---|---|---|
| Quem define | Você | O fabricante, via GS1 |
| Vale onde | Só na sua empresa | No mundo todo |
| Serve para | Organizar o seu estoque | Identificar o produto para qualquer um |
Um produto tem os dois, e eles convivem. O SKU é como você chama; o GTIN é como o mundo chama.
Por que marketplace exige GTIN
Mercado Livre, Shopee, Amazon, Magalu e o Google Shopping usam o GTIN para casar o seu anúncio com o catálogo deles — é assim que a plataforma sabe que o seu produto é o mesmo que outros vendedores oferecem, monta a página única e te coloca na comparação.
Sem GTIN, o anúncio muitas vezes fica fora da página de catálogo, perde relevância na busca e às vezes nem é aceito. Veja vender no Mercado Livre, vender na Shopee e Google Shopping.
Se você revende, o código já existe: preencha. Se você fabrica e quer canal, a anuidade da GS1 deixa de ser custo e vira condição de entrada.
Checklist
- Todo produto de revenda com GTIN preenchido no cadastro.
- Entrada por XML como padrão, para o código vir sozinho.
- Produto próprio com prefixo GS1, um código por variação.
- Nada de código inventado.
- Pesáveis e artesanais com código interno, faixa 2.
- SKU e GTIN em campos separados.
O Jefacil guarda SKU e GTIN separados, importa o código do XML do fornecedor, lê pela câmera do celular e envia o GTIN nos anúncios dos canais. Teste 14 dias grátis, sem cartão.